Projeto de Vida na Educação Infantil

Promover o desenvolvimento integral do aluno tornou-se uma das grandes missões da escola. As dimensões intelectuais, físicas, sociais, emocionais e culturais se conectam e constituem sujeitos singulares, que por sua vez, precisam desenvolver todos esses aspectos para construir Projetos de Vida conscientes, autênticos e felizes.

Leo Fraiman, psicoterapeuta e autor da Metodologia OPEE, se dedica a temática de Projeto de Vida há 20 anos e é referência ao falar sobre bases importantes para essa construção desde a Educação Infantil até o Ensino Médio.  

Pensamentos, sentimentos e ações conduzidos por um fio condutor – um Projeto de Vida – ajudam alunos a alcançar sua melhor versão para fazerem a diferença no mundo, e esse movimento deve iniciar-se desde os primeiros anos da vida escolar da criança. 

BNCC e OPEE

A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que define os parâmetros para o desenvolvimento do currículo de cada instituição, legitima a importância da construção de um Projeto de Vida. Dentre as 10 Competências Gerais que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a Educação Básica, a sexta competência revela a importância de entender as relações que permeiam o mundo do trabalho e seus impactos na sociedade. Mas além disso, estabelece a urgência em desenvolver no aluno a capacidade de fazer escolhas pautadas em seu Projeto de Vida, de forma responsável e consciente.

Para que o estudante consiga desenvolver essa competência, ele precisará de proposições que estimulem o autoconhecimento para compreender seu projeto de vida e a partir daí organizar suas metas e objetivos, se planejar, ter autoconfiança e determinação. Isso é gerir a própria vida, pegar a vida com as mãos e se comprometer a dar o seu melhor. 

Desde a etapa da Educação Infantil, a criança deve começar a desenvolver as bases fundamentais para essa construção. Em seus primeiros anos de vida, ela aprende e constrói seus vínculos afetivos iniciais, geralmente com seus familiares, mas é ao ingressar na escola que todo o aprendizado e socialização se estruturam por meio de propostas pedagógicas com objetivos claros. 

A constituição de competências cognitivas e socioemocionais, essenciais para a construção de um Projeto de Vida, será a partir de propostas com intencionalidade educativa, ou seja, o professor/ mediador levará em consideração todos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento a serem alcançados, valorizando as especificidades de cada criança.

Aprender a nomear e lidar com seus sentimentos, conviver de maneira agradável com as pessoas e entender a importância dos valores humanos são habilidades que podem ser desenvolvidas desde cedo. 

O educador e pesquisador José Moran, fala sobre a importância de construirmos projetos de vida na educação: 

“O projeto de vida bem desenhado é do interesse de todos, porque nos ajuda a propor perguntas fundamentais, a buscar as respostas possíveis, a fazer escolhas difíceis e a avaliar continuamente nosso percurso. Isso dará sentido e prazer ao aprender em todos os espaços e tempos e de múltiplas formas, em cada etapa da nossa vida. Muitas pessoas não desenvolvem esse autoconhecimento, a capacidade de perceber-se, avaliar-se, transformar-se. Isso pode ser ensinado em qualquer etapa da vida; quanto antes, melhor.”

O professor, sem dúvidas, é um dos recursos mais valiosos para a formação integral do aluno, que garantirá o seu direito de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, aspectos fundamentais na construção de um Projeto de Vida. Para estruturar este trabalho, a Metodologia OPEE está presente em turmas de Educação InfantiI de 5 anos em diversas regiões do Brasil, comprovando que falar sobre os sentimentos, convivência e valores desde cedo torna-se um grande diferencial na vida dos alunos. 

E para garantir um recurso didático, que será um aliado ainda mais forte para a escola, temos uma grande novidade! A Metodologia OPEE se estenderá para os alunos da Educação Infantil a partir dos 4 anos. Em 2022, com nossa coleção “Projeto de Vida e Atitude Empreendedora” totalmente alinhada a BNCC, alunos de todo o Brasil poderão ser impactados com propostas que os desenvolvam integralmente. Confira os títulos dos módulos propostos para serem trabalhados ao longo do ano letivo: 

Saiba mais sobre a coleção: https://www.youtube.com/watch?v=nui1tHNEAsU

E para ir além no entendimento das temáticas Projeto de Vida e Atitude Empreendedora, não deixe de conferir: https://www.opee.com.br/projeto-de-vida-e-atitude-empreendedora/

 

Texto: Ellen Sassaki | Foto: Deposiphotos

Reflexões sobre o futuro…

Com alguma frequência, costumamos ouvir ou ler sobre tendências em relação ao futuro, incluindo aí, o futuro do trabalho e das profissões. Muitas vezes as informações são alarmantes ou preocupantes, outras, temos a impressão de que não há nada de tão novo assim. E nesse contexto de abundância de dados e investigações, parece cada vez mais desafiador driblar o cansaço provocado pela busca de fontes confiáveis, pela seleção dos aspectos relevantes e pela questão que sempre se coloca: o que fazer com tudo isso?

Sim, porque os apontamentos de tendências não são garantias do que está por vir, mas sim sinais indicadores das possibilidades mais prováveis e plausíveis. E ao nos depararmos com os indícios sobre o futuro do trabalho, isso impacta a todos nós, não necessariamente apenas a profissão de alguém, mas também na forma como vamos nos relacionar, consumir, aprender, conhecer, trabalhar, nos transportar, enfim, viver.

De acordo com o relatório da McKinsey Global Institute, publicado em fevereiro de 2021, sobre o futuro do trabalho após a COVID-19, a pandemia acelerou três grandes tendências que parecem que irão permanecer mesmo quando a pandemia desagravar:

 

  1. O trabalho remoto e as reuniões virtuais provavelmente continuarão, mesmo que de forma menos intensa do que anteriormente.
  2. e-commerce e outras transações virtuais, por sua vez, continuarão em alta (telemedicina, online banking, entre outros).
  3. Maior adoção da automação e de inteligência artificial (IA), principalmente nas categorias de trabalho que envolvem bastante proximidade física.

Vale ressaltar que a pesquisa envolveu 8 países com diversos modelos de mercado de trabalho.

Uma outra tendência apontada para estes países é o aumento de demanda (maior do que antes da pandemia) por ocupações ligadas à saúde e ocupações STEM, sigla em inglês para Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. Isso se explica porque a população vem envelhecendo e também devido a uma necessidade crescente de profissionais que saibam lidar com tecnologia. 

É importante ressaltar também que os trabalhadores precisarão desenvolver habilidades socioemocionais, bem como habilidades com tecnologia para ingressar em ocupações com faixas salariais e remuneração mais altas. Este é um exemplo de tendência que temos nos deparado já há algum tempo, desde antes da pandemia e que inclusive as novas mudanças do Novo Ensino Médio também propõem: o desenvolvimento das habilidades socioemocionais e competências não apenas cognitivas. 

Independentemente das áreas profissionais que terão mais ou menos demanda, do impacto também na geografia das cidades e nos serviços (devido à diminuição de viagens a trabalho e ao aumento de algumas áreas que podem fazer trabalho remoto), o que nos chama a atenção e pode guiar nossas ações é justamente a conhecida capacidade de nos adaptarmos, de convivermos bem uns com os outros, de criarmos e buscarmos soluções para problemas complexos. Tudo isso tem a ver com as chamadas habilidades socioemocionais, que são essenciais para todo trabalhador tentar buscar alternativas quando sua área sofre uma retração ou até é extinta, ou mesmo quando há um mar de oportunidades novas em sua área. Procurar criar alternativas ainda não pensadas ou mesmo aproveitar aquelas que já estão escancaradas depende não apenas da competência técnica (a qual pode ser desenvolvida), mas muito das habilidades sociais e emocionais (as quais também podem ser desenvolvidas).

A Metodologia OPEE, há mais de 20 anos trabalhando com a construção de projetos de vida e com o desenvolvimento das competências socioemocionais entende a importância destas competências e por isso mesmo, procura, por meio dos materiais e serviços às escolas, educadores e alunos, desenvolvê-las ao longo de toda a trajetória escolar, considerando inclusive que não se encerram ao término do Ensino Médio, mas são um empenho por toda a vida.

Que diante de tantas informações, tendências e apontamentos, não percamos a curiosidade, a capacidade de mantermos a postura e atitude de aprendizes e reconhecer que o futuro, na verdade, é o resultado de nossas atitudes e hábitos de hoje. 


Fonte:
McKinsey Global Institute – The future of work after COVID-19, 18 de fevereiro de 2021.
Disponível em: https://www.mckinsey.com/featured-insights/future-of-work/the-future-of-work-after-covid-19

Foto: Deposiphotos

Para Leo Fraiman, escola precisa falar de sentido, propósito, significado, felicidade e realização

Leo Fraiman e a Metodologia OPEE foram destaques na Cobertura Especial Bett Brasil 2022, da Revista Educação.

 

“Se não trabalharmos esse pensar, sentir e agir, é fácil se distrair do significado da vida”, orientou o autor do livro sobre Projeto de Vida mais procurado no PNLD.

Fonte: Revista Educação
Leticia Scudeiro, 13 de maio de 2022.
Confira!

As pequenas grandes coisas da vida…

Por esses dias, enquanto me preparava para uma reunião, em meio ao trabalho de acompanhamento de nossas escolas parceiras, me peguei pensando ao contemplar o meu café fresco sendo coado. Contemplar o café sendo passado se tornou para mim como que um ritual de meditação e conexão com a vida que pede passagem. O som, o cheiro, o calor, o movimento, a fumacinha do vapor, o barulhinho dele descendo com a força da gravidade, o coar sem pressa, o sabor; o saber do café!

O início deste ano, foi bem mais que apenas um início de ano letivo como geralmente costumávamos experimentar. O primeiro trimestre de retomada das aulas está sendo bem mais do que apenas um “voltar novamente para a escola”. Agora o foco vai muito além do “nada mais que abrir planejamentos”, retomar a transmissão de conteúdos importantes nas aulas dadas e depois simplesmente avaliar um desempenho.  Voltar à escola hoje representa a possibilidade de novamente sentirmos que somos capazes de sentir!

O encontro com os alunos no portão do colégio, o encontro com os colegas de trabalho na sala dos professores, o som de brincadeiras, risadas altas e correrias nos corredores e pátios está novamente contando uma história. Mas não qualquer uma. Não uma história igual ou repetidamente já experimentada. Falo aqui de algo inédito, pois durante a pandemia “o outro” foi sinônimo de uma ameaça eminente. Mas hoje na escola, em cada escola, o outro representa, como nunca, uma ponte, um espelho, uma vida, uma história, uma pessoa que venceu comigo!

Neste início de ano, os barulhos, movimentos e cheiros da escola nos revelam: ela está viva! Ela venceu! Sobreviveu às intempéries deste tempo de grandes tormentas. Foram ondas fortes que se chocaram contra suas paredes, seus alunos, suas famílias, seus professores, seus valores e principalmente seus sonhos. Muito mais do que dar a volta por cima, a escola venceu ao elevar, ao levar para cima todos aqueles que, mesmo que por um instante, se sentiram incapazes e pensaram em sucumbir.

Mas ela sobreviveu! E isso foi assim porque antes de tudo, está viva dentro das pessoas que ainda acreditam na força de uma educação que aponta para a vida. Falo de mim, de você e de uma educação que se fez presente por amor e responsabilidade sempre e o tempo todo. Olhar para as telas durante as aulas on-line, era o mesmo que fazer a experiência de olhar para a luz de um farol na encosta rochosa, que em meio à escuridão e rigor dos ventos contrários, seguia firme lá do ponto mais alto mostrando a direção a seguir.

Este foi, sem dúvidas, um tempo de aprendizado sem precedentes. Aprendemos que a internet, com as novas tecnologias, continua não sendo a salvação para tudo, mas se consolidou como importante instrumento de alcance de mentes e corações. Aprendemos que todos os professores têm dentro de si uma criança, um mestre e um “youtuber” (se gostou, clique no sininho, deixe aqui o seu like e se inscreva no canal). É, a educação se fez presente mesmo em meio ao improvável. Somos todos improváveis! Somos todos vencedores deste tempo! Aprovados não por passarmos pela prova, mas por seguirmos o caminho apesar dela.

Por esses dias eu recebi em casa a visita da madrinha de meu filho. Ela me contou o quanto ficou feliz após seu período de recuperação de uma questão muito delicada em sua saúde. Ela me disse que a maior alegria dela ao sair do hospital depois de muitos dias, foi a de parar na rua para comer uma banana. “Que alegria”, ela me dizia em meio à sua comoção ao descrever a cena. A olho nu isso nos passaria batido, mas, depois de todo o aprendizado, um abraço, um poema, um sorriso, um som de voz e até uma banana podem ser um verdadeiro milagre.

Sinto que ela aprendeu muitas coisas em relação ao valor que damos à vida, à presença das pessoas que para nós são fundamentais, às coisas simples que por muitas vezes fazemos em modo de piloto automático. Senti-me provocado enquanto ouvia suas palavras, pois naquela manhã eu havia comido uma banana e não me lembrava de ter ficado tão alegre assim. Vi que precisava ser ainda mais generoso e grato enquanto comia a fruta olhando pela janela de minha cozinha. Ser mais grato pela providência daquele alimento, do trabalho, do sustento, e daquela doçura que trazia para mim uma nova energia.

É certo que os lanchinhos do recreio, com banana ou sem, terão um sabor diferente em nosso paladar daqui por diante nas escolas. Por esses dias eu visitei um colégio parceiro para um momento de formação de professores. Enquanto iam me apresentando os espaços da escola, fui alcançado pelo cheirinho de bolo que tinha acabado de sair do forno. A mãe da mantenedora do colégio era a responsável pela cozinha. Ela precisou retornar ao trabalho para esta volta às aulas, pois com a movimentação de colaboradores e os desafios orçamentários, precisaram reajustar algumas estruturas de operação para seguirem adiante.

O cheirinho do bolo de cenoura que as crianças comeriam nos minutos seguintes, irradiava pelo ar daquele lugar sagrado, que a vida era soberana por ali. E mesmo com todos os desafios provocados pelo êxodo de muitos alunos, pelo sofrimento de precisar fechar uma unidade dedicada à educação infantil e por se deparar com tantas famílias em sofrimento emocional e financeiro no pós pandemia, aquela escola ousou não apenas abrir, mas antes disso, “se abrir”! Aquele cheirinho de bolo dizia muita coisa enquanto silenciosamente tomava conta daquele lugar.

Durante a pandemia eu aprendi a fazer bolo de cenoura com cobertura de chocolate. Eu não me lembro ao certo de quantos bolos eu já havia comido na vida até ali, mas sei que daquele primeiro bolo, que mesmo sem ser perfeito, foi feito, nunca mais me esquecerei. Sabe por quê? Porque além de tirar uma foto, fazer um vídeo (tempos modernos) e enviar para o Whatsapp de minha mãe (e fazer inveja aos meus irmãos) em agradecimento, naquela noite eu pude comer um bolo quentinho com minha família sentada ao redor da mesa. Na OPEE ensinamos a diferença entre preço e valor. Sempre digo aos alunos que o que mais vale geralmente não tem preço que pague! As pequenas grandes coisas da vida são essas que, apesar de não estarem à venda, estão sempre disponíveis a um olhar atento e um coração agradecido!

Por aqui na OPEE somos também uma família. Ao longo do tempo que nos apertou nos últimos dois anos, fui alcançado pela generosa presença de meus colegas de trabalho, que a cada reunião, a cada palestra on-line comigo em uma escola, que a cada mensagem trocada, me renovavam as esperanças. Refletia profundamente a respeito do quanto é importante poder contar com pessoas incríveis em momentos de crise. Assim era cada um deles comigo, assim era a OPEE com suas escolas parceiras, que também são essa família. Farol que mostra não apenas o caminho a seguir, mas que me provoca na responsabilidade de seguir seguindo; conseguindo!

Posso dizer que hoje a OPEE me ajudou a ser uma pessoa que é capaz de perceber melhor a beleza, o encanto, o valor e a vida que está presente nas pequenas grandes coisas do cotidiano. Sempre que vou a uma escola falar aos professores, digo que a OPEE, antes de ser uma metodologia, uma ferramenta ou apenas um livro, é antes de tudo um lugar de descanso. É um presente para nossa história de vida com suas futuras gerações!

Como fui fortalecido ao saber que o fruto do trabalho de meus colegas somado ao meu, foi sustento e chão para inúmeros professores, alunos e suas famílias. Penso que este tempo de desafios tenha, por graça de Deus, permitido que de dentro de nós viesse para fora aquilo que temos e somos de melhor e mais precioso. Experimentamos em nossa própria existência o “educere”. Doeu um pouco, mas valeu muito! Olhar agora para professores, diretores, coordenadores e equipes de trabalho dando o melhor de si em suas comunidades educativas, me enche de força e esperança. Isso tudo me provoca a também entregar o melhor que está ao meu alcance.

As pequenas grandes coisas da vida podem estar escondidas no delicioso aroma de um café fresquinho que foi passado com carinho. Essas pequenas grandes coisas da vida também podem estar escondidas na delicadeza de três cenouras que foram escolhidas para se transformar na doçura de um delicioso bolo. Na educação nós precisamos treinar o nosso olhar para captarmos o extraordinário que está presente no ordinário, que é a ordem do dia a dia, sermos guardiões da certeza de que educar não vale a pena. Educar vale a vida! Contemplar a coragem daqueles que caminham ao nosso lado é uma das maiores riquezas da vida. A coragem das escolas nos incendiou o coração neste tempo!

E pra você, quais foram os maiores aprendizados deste período? Quem foram as pessoas que compartilharam contigo o café, o bolo, os medos e a coragem que faz viver? Quais foram as pessoas que, por meio de seu trabalho, presença e generosidade, você foi capaz de ajudar estendendo a mão? Tão importante quanto chegar onde planejamos, é ter consciência a respeito de quem nos tornamos enquanto vivemos o bem pelo caminho. Quem você se tornou? Quais são os seus tesouros conquistados que hoje você compartilha com o mundo neste “retorno às aulas”?

O essencial continua sendo invisível aos olhos, mas não ao coração de quem acredita na força da Educação! Retornar às aulas hoje, para nós da OPEE Educação, representa uma grande uma renovação de nosso compromisso com um retorno à origem de tudo. Reascender um “primeiro amor” no gesto concreto de educar. Nós por aqui acreditamos que somos capazes de aprender aquilo que amamos. E daqui do fogão de lenha de minha cozinha, sentindo o aroma de mais um cafezinho sendo passado, leio com gratidão uma plaquinha que minha esposa colocou na parede: “a vida começa depois do café”!

 

Foto: Deposiphotos

Guia Caminhos para a SUPERAÇÃO: inspirações para uma escola humanizada

A FTD Educação e a Metodologia OPEE, que é pioneira na educação de competências socioemocionais, desenvolveram um material especial para contribuir com a retomada dos profissionais de educação às aulas presenciais.

O Guia Caminhos para a SUPERAÇÃO: inspirações para uma escola humanizada é um material que tem como finalidade inspirar toda comunidade escolar a praticar valores humanos claros e atitudes auto-responsáveis!

A OPEE, há quase 20 anos trabalhando com competências socioemocionais, sabe que essa fase está sendo marcada por novas fontes de informação e novas tecnologias, que mudaram a forma como vivemos e convivemos. Agora, mais do que nunca, o fortalecimento dessa temática será fundamental para a formação de melhores seres humanos para o mundo.

Clique aqui para acessar!

Cultura da Paz

Somos impactados por aquilo que vemos, ouvimos e vivemos, sejam situações alegres ou negativas. Não estamos imunes ao mundo que nos cerca e isso significa a possibilidade que temos de nos indignar, entristecer, agir, transformar.

Sabemos que não temos controle sobre muitos dos acontecimentos da vida, mas é possível buscar algum controle sobre aquilo que absorvemos e assimilamos. A ideia de Viktor Frankl, de que nosso poder de escolha, mesmo que limitado, é o que nos direciona rumo à pessoa que queremos ser, pode nos auxiliar a lidar com os acontecimentos atuais. Segundo ele, se não podemos mudar a realidade ou o contexto ao nosso redor, ainda assim, em última medida, podemos mudar nossa forma de lidar com aquilo que nos impacta.

Há situações extremas de sofrimento, como por exemplo, campos de concentração, situações de guerra, mortes violentas por motivos torpes, por intolerância, pelo ímpeto de aniquilar a vida alheia, como infelizmente poderíamos exemplificar com notícias que vemos relatadas.

O sentido que se dá após esses acontecimentos, a narrativa construída sobre como isso afeta cada um, individualmente, e também como afeta coletivamente os envolvidos e aqueles que testemunham uma catástrofe ou mesmo um acontecimento provocado pelo ser humano, é que vai permitir essa tênue possibilidade de cada um lidar com aquilo que ocorreu. Esse não é um trabalho apenas individual, mas também coletivo, pois as formas de enfrentamento envolvem recursos psíquicos, sociais, materiais, de colaboração e muitos outros.

Levando isso em conta, podemos refletir como nós educadores e familiares temos lidado com o que a vida apresenta para nós, sejam os acontecimentos aparentemente distantes, ou mesmo aqueles que nos afetam diretamente, como por exemplo, a perda de um ente querido durante a pandemia de COVID-19 e, além disso, sem poder concretizar os rituais que fazem parte do processo de luto.

É importante também nos questionar: como podemos ser um exemplo e uma inspiração para estimular o engajamento de crianças e jovens em atitudes solidárias, conjuntas e que promovam a superação, uma cultura de paz e a construção de sentidos? Em casa e na escola, podemos praticar ações, tais como:

  • conversar e promover uma abertura para o diálogo. Pode parecer simples, mas o contrário disso, um ambiente de silenciamento ou de invisibilidade não favorece o desenvolvimento do autoconhecimento, da empatia, da colaboração e de outros fatores que ajudam na elaboração do que nos afeta. Por exemplo: apresentar um assunto, fazer perguntas sobre o que cada um pensa ou sente, acolher o que cada um apresenta.
  • contar histórias, ler histórias, inventar histórias. Tudo isso estimula a proximidade, o compartilhamento de ideias, a imaginação, a criatividade, o mundo simbólico.
  • brincar, sozinhos ou em grupo. Sejam brincadeiras de interação, introspecção, de movimento corporal, enfim, o objetivo é ter momentos de bem-estar e leveza sem necessariamente uma finalidade específica, apenas estar junto ou se divertir por um instante.
  • estar ao lado, e não fazer pelos outros. Permitir que cada um se responsabilize, dentro de suas capacidades e possibilidades, estando ao lado, é essencial para a construção da autonomia e da autoconfiança. Por exemplo, não querer aliviar a todo custo sentimentos incômodos que crianças e jovens relatam, mas entender como isso faz parte da vida e como podem ser importantes para nos indicar como estamos.
  • cultivar ações cotidianas que podem fazer alguma diferença. Gestos aparentemente triviais nos lembram de que nossas ações têm consequências e de que podemos fazer algo de positivo. Por exemplo, cozinhar juntos e produzir uma comida ou sobremesa gostosa, cheirosa; tratar as pessoas ao nosso redor com delicadeza e apreço; ajudar alguém.

A cultura da paz, do diálogo, da solidariedade se fortalece no dia a dia, não em uma ação única e isolada. A cultura da paz não se revela apenas diante da violência e do confronto, mas nos acontecimentos cotidianos, muitos dos quais nos convocam a responder: o que posso fazer diante disso? Qual o sentido desses acontecimentos em minha vida? E a cada nova resposta, vamos ensaiando acertos, fracassos e novas tentativas de viver melhor.

Texto: Mariana Gonçalo | Foto: Deposiphotos

1º Encontro Nacional OPEE 2022 para Educadores e Famílias

No 1º Encontro Nacional OPEE 2022 vamos unir EDUCADORES e FAMÍLIAS em um grande laboratório de práticas com 5 salas temáticas, onde Pais, Mães, Famílias, Responsáveis e Educadores poderão interagir com Especialistas sobre diversos temas que contemplarão o cuidado com a saúde física, emocional e financeira, destacando os efeitos positivos de uma boa parceria família-escola.


1º ENCONTRO NACIONAL OPEE 2022

“Família e Escola unidas pela Saúde Mental – os cuidados essenciais das crianças, dos jovens e dos adultos”

26 de março de 2022 – das 9h às 12h (horário do Brasília)

Evento on-line

Faça agora sua inscrição: http://ftd.com.br/encontronacionalopee2022

Confira a programação do evento:
  • 9h – 9h20 – Plenária – Abertura
  • 9h20 – 10h20 – Plenária – Palestra Magna com Prof. Leo Fraiman
  • 10h20 – 11h – Plenária – Momento interativo com Ivaldo Bertazzo
  • 11h às 11h50  – Workshops nas respectivas salas temáticas

CONFIRA abaixo o conteúdo de apresentação de cada uma das 5 SALAS TEMÁTICAS e escolha qual WORKSHOP você irá participar.

Atenção Escolas: estimulem seus professores a participarem de workshops diferentes para que depois possam ser multiplicadores do conteúdo.

 

  • Sala 1 – Escola de Pais do Brasil – “Pais, mães e agentes educadores: competências para a educação socioemocional dos filhos”


Ministrada por:
Marlene de Fátima Merege Pereira

Uma reflexão sobre a parentalidade responsável; a importância das habilidades socioemocionais na formação da personalidade e do caráter e as competências que contribuem para uma educação socioemocional dos filhos. Uma abordagem do tema associado à autoanálise de nossas ações em prol do desenvolvimento socioemocional dos filhos.

 

 

  • Sala 2 – Escola de Pais do Brasil – “A educação do nascimento à puberdade: desenvolvimento da autonomia e autoestima”

Ministrada por: Antônio Sérgio Araújo 

A educação da infância à puberdade é uma responsabilidade direta dos pais.
É neste período que se constroem a autonomia e a autoestima. Os filhos precisam de pais que saibam dar as orientações adequadas para esse fim, o que exige tempo, dedicação e muito amor.  Ao agirem assim, ensinarão os filhos a terem limites, superarem o medo, lidarem com o ciúme, evitarem mentiras e até mesmo as birras. Isso tornará crianças e adolescentes em adultos mais responsáveis e emocionalmente equilibrados.

 

  • Sala 3 – Como (re)conectar nossas relações e sensações colocando as novas tecnologias no lugar que devem ficar

Ministrada por: Dra. Alessandra Borelli

Será que os bebês acham que as pessoas nascem com máscaras? Ou que assim como as calças, representam parte do vestuário? E nossas crianças, nossos adolescentes … que experiências deixaram de viver, toques e olhares deixaram de sentir? E todos nós, o que reconhecemos, finalmente, não ser possível qualquer tecnologia substituir? Neste encontro serão apresentados alguns casos (jurídicos e quase jurídicos) que a Dra. Alessandra Borelli acompanhou nos últimos 2 anos e a evidente relação de muitos deles com a utilização disfuncional e doentia do ser humano com os avanços tecnológicos.

 

  • Sala 4 – Oficina das Finanças – “6 práticas financeiras que todos deveriam aprender na escola”

Ministrada por: Carolina Ligock e Leonardo Silva

Neste workshop você vai aprender 6 práticas que já vêm sendo aplicadas por milhares de pessoas desde 2008 e que ajudarão você a ter dinheiro suficiente hoje e no futuro. Tomar boas decisões financeiras melhora a vida de qualquer pessoa, independentemente da faixa de renda. O dinheiro é necessário em várias áreas e pode ser dominado a partir de alguns comportamentos. Participe e transforme para melhor a sua vida financeira!

 

 

  • Sala 5 – “PROJETO DE VIDA EM FAMÍLIA: Corpo e Mente: unidade essencial”

Ministrada por: Leo Fraiman

Nos últimos anos temos percebido com mais intensidade a importância de um equilíbrio em nossas vidas, tanto nas áreas em que desempenhamos os mais diversos papéis (vida profissional, pessoal, saúde, financeira, entre outras), como também uma conexão entre mente e corpo. Neste workshop vamos conversar sobre tudo isso, como podemos promover a saúde física e mental, uma vez que formam uma unidade essencial e que quando bem cuidada, podemos viver uma vida mais bem realizada.

 

 

1º. ENCONTRO NACIONAL OPEE 2022: ESCOLHA SEU WORKSHOP E PARTICIPE!

FAÇA AGORA A SUA INSCRIÇÃO:


Aponte a câmera do celular para o QR code para ser direcionado à plataforma do evento

ou acesse o link: http://ftd.com.br/encontronacionalopee2022

Estudos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) sobre competências

Competências para o progresso social
O poder das competências socioemocionais 

 Este relatório apresenta a síntese do trabalho analítico da OCDE sobre o papel das competências socioemocionais e propõe estratégias para desenvolvê-las. Analisa, ainda, os efeitos das competências sobre diversos indicadores de bem-estar individual e progresso social, cobrindo aspectos de nossas vidas tão diferentes quanto educação, desempenho no mercado de trabalho, saúde, vida familiar, engajamento cívico e satisfação com a vida. Também discute como legisladores, escolas e famílias facilitam o desenvolvimento de competências socioemocionais mediante programas de intervenção, ensino e criação. Ele não apenas identifica perspectivas promissoras para fomentar as competências socioemocionais, com também mostra que essas competências podem ser mensuradas de forma significativa dentro de limites culturais e linguísticos.

Conteúdo

Sumário executivo

Capítulo 1. O papel da educação e das competências no mundo atual

Capítulo 2. Contextos de aprendizagem, competências e progresso social: uma estrutura conceitual

Capítulo 3. Competências que promovem o sucesso por toda a vida

Capítulo 4. Contextos de aprendizagem que promovem a formação de competências

Capítulo 5. Políticas, práticas e avaliações que ampliam as competências socioemocionais

Capítulo 6. Como fomentar competências socioemocionais?


Confira o documento completo: