Vamos Brincar?

Quem nunca ouviu a frase “brincadeira é coisa séria ” ?

Essa ideia tem mais a ver com a importância da brincadeira na vida do ser humano e da valorização desta ação do que necessariamente com a seriedade de uma brincadeira. Até porque nem toda brincadeira é obrigatoriamente séria, e nem toda situação divertida é necessariamente uma brincadeira.

Em sua obra Homo Ludens, o historiador holandês Johan Huizinga descreve o jogo como elemento central na vida do ser humano, sendo considerado constitutivo da civilização e não exclusivo do ser humano, presente também na vida dos animais.

Apesar de todas as variações conceituais e explicativas sobre esta temática, fato é que é essencial nos perguntarmos o quanto temos proporcionado e aproveitado esse aspecto de nossas vidas e também na vida das crianças e dos jovens.

O brincar na vida adulta é algo que pode adquirir diversas dimensões e que pode ser praticado em situações do dia a dia, em atividades livres, flexíveis e que tragam a sensação de bem-estar e prazer, não com um objetivo específico e relevante.

É importante lembrar que não há idade e nem uma única maneira de brincar. Stuart Brown, psiquiatra e pesquisador sobre o tema, ressalta a importância do brincar em nossas vidas, destacando as várias possibilidades de cultivá-lo: jogos corporais, brincadeiras sociais, brincadeiras com objetos e com as mãos, solitárias e imaginativas, de exploração e curiosidade, entre outras.

Você sabia que quando conta uma história, faz uma pintura, usa roupas extravagantes ou mesmo participa de jogos você pode estar brincando?

O convite é nos perguntarmos: qual é a minha história com o brincar? Costumava brincar mais na infância ou atualmente? O quanto me permito brincar e me envolver em atividades lúdicas atualmente? Em minhas aulas, há espaço para brincadeiras?

 

Confira abaixo algumas ideias de brincadeiras que podemos praticar ao longo das aulas com a Metodologia OPEE:

  • Módulo 1 – Autoconhecimento
    • Contação de história
    • Roda de conversa
    • Perguntas e respostas
    • Exercícios de imaginação e criatividade
    • Dança, expressão corporal

 

  • Módulo 2 – Escolhas Profissionais
    • Jogos de desafio
    • Jogos com regras e estratégia
    • Vivência e dramatização de atuações profissionais
    • Exercícios de imaginação e criatividade
    • Jogos manuais (de montar, consertar, empilhar…)

 

  • Módulo 3 – Educação Financeira e Sustentabilidade
    • Brincadeiras sociais e de interação
    • Exercícios de imaginação e criatividade
    • Jogos de desafios e soluções

 

  • Módulo 4 – Métodos de Estudo e Aprendizado
    • Contação de história
    • Exercícios de imaginação e criatividade
    • Dança, expressão corporal
    • Brincadeiras solitárias e imaginativas

 

Para que a vida e o mundo sejam também divertidos, nada melhor do que brincar, sozinho ou em grupo!


Para saber mais:

O Poder do Foco na Educação

Convido você a pensar  na sua escola. Todo começo de ano letivo, alavancados pela motivação, estabelecemos como meta projetos incríveis. Acontece que no decorrer do ano alguns destes  projetos não chegam a se concretizar ou então, deixamos para realizá-los uma ou duas semanas antes da data prevista. E, com o passar dos anos, esta prática fica incorporada na cultura de nossas escolas.

Na vida, assim como na educação, um dos nossos maiores desafios é o foco. Daniel Goleman, em seu livro Foco, aborda este tema com maestria, afirmando que para uma vida bem vivida torna-se necessário a atenção para três tipos de foco: foco interno, foco no outro e foco externo. Os três estão em sintonia nos conectando com os valores que norteiam nossas ações. Este mesmo tema, o autor traz em seu novo livro: O Foco Triplo, uma nova abordagem para a educação.

O foco na educação permite que nossas escolas sejam um lugar onde metas transformam-se em realidade. A palavra chave para isso é a ação.  Deixo aqui algumas perguntas que podem ser consideradas na elaboração dos nossos projetos:

– Nos sentimos capazes de colocar este projeto em prática? Ele vai de encontro com os valores de nossa escola?

– Este projeto vem de encontro com a realidade dos nossos alunos? O quanto podemos crescer com a concretização do mesmo?

– Quais são as ações necessárias e como faremos o acompanhamento das etapas deste projeto?

E por fim, vale a pena levar em conta uma dica da psicologia positiva, antes da escolha de um projeto: É interessante? É desafiador? É prazeroso?